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VI Copa do Mundo da FIFA - 1958
Zagallo
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Mário Jorge Lobo Zagallo (Satuba, 9 de agosto de 1931) é um ex-futebolista e treinador brasileiro.

Zagallo foi o primeiro futebolista a ganhar a Copa do Mundo como jogador (Copa de 58 e Copa de 62) e como técnico (Copa de 70). Vale lembrar que Zagallo fez parte da comissão técnica da Seleção que ganhou a Copa de 94, sendo auxiliador-técnico de Carlos Alberto Parreira . Voltou a assumir esse cargo na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha - todas com a Seleção Brasileira. Ele também treinou seu país para um segundo lugar na Copa de 98 e um quarto lugar na Copa do Mundo de 1974.

Zagallo levou a Seleção dos Emirados Árabes para sua primeira Copa do Mundo em 90, mas foi demitido do posto antes do torneio.

Uma das principais características de Zagallo é a superstição, apresentando predileção pelo número "13".

Atuando como ponta-esquerda, conquistou títulos de campeão carioca e foi convocado para a seleção brasileira, que disputaria a Copa do Mundo em 1958, na Suécia. Era o armador pela esquerda, o desafogo da defesa, o idealizador do contra ataque, o ajudante no lateral, o formiguinha do time campeão do mundo. Como jogador foi tricampeão pelo Flamengo, bicampeão pelo Botafogo e bi-campeão mundial pela seleção brasileira. No Botafogo participou da fase áurea do time, jogando ao lado de astros como Garrincha, Didi e Nilton Santos.

Seus títulos cariocas o levaram a seleção brasileira de futebol. Com ele o Brasil inovou taticamente e jogou em 1958 no esquema 4-3-3, pois Zagallo era um ponta esquerda que recuava para ajudar no meio-de-campo. Nessa Copa e na seguinte (1962) deixou na reserva Pepe, grande astro do Santos e companheiro de Pelé.

Quando parou de jogar futebol profissionalmente, Zagallo se transformou em um dos mais famosos treinadores do futebol mundial. Começou nos juvenis do Botafogo, passando depois pelo Flamengo, Fluminense, Vasco e Portuguesa de Desportos. Treinando a seleção brasileira, foi tri-campeão mundial em 1970, no México. Assumiu o cargo no lugar do jornalista João Saldanha, que classificara o time nas eliminatórias. Pouco valorizado na época, foi responsável por grandes mudanças na equipe titular, promovendo jogadores como Rivellino e Jairzinho.

Voltou a atuar como técnico da seleção em mais duas oportunidades: 4º colocado em 1974 (Alemanha), bastante criticado, quase tendo que encerrar a carreira; e vice-campeão em 1998 (França). Treinou a seleção do Kuwait e a seleção da Arábia Saudita, tendo classificado os árabes para as Olimpíadas de Montreal. Foi também treinador da seleção dos Emirados Árabes, classificando-a para o mundial de 1990, na Itália.

Copa de 70: Zagallo assumiu o cargo de treinador da seleção brasileira principal sob a desconfiança de ser simpatizante do regime militar instaurado no país à época, ainda mais quando convocou Dario (que ainda não era o famoso Dadá Maravilha), como um possível "agrado" ao presidente Médici. Mais tarde, mostrou-se que os interesses de Zagallo e que beiravam a obsessão eram somente o futebol e a seleção brasileira. Dario, na verdade, foi o primeiro dos "convocados para o banco" de Zagalo, jogadores famosos mas que não participavam de nenhum ou quase nehum jogo da Copa, contrariando torcedores e jornalistas. Nessa época, o craque mais notório desse grupo foi Edu, o melhor ponta-esquerda do país e que ficou no banco dando lugar aos "meio-campistas" Rivellino e Paulo Cesar Caju (jogador do Botafogo). Em 74, novamente preterido por Caju e até mesmo o então desconhecido Dirceu, que seria titular na Copa de 78. Mas Zagallo provocaria a verdadeira ira da Imprensa quando, nos preparativos para a Copa, implicou com Pelé. Primeiro teria deixado circular a notícia de que o jogador tinha miopia, deficiência que estaria prejudicando seu futebol. Depois teria dito sua célebre frase: "Pelé e Tostão não podem jogar juntos", afirmação que se mostraria absurda mais tarde. Mas talvez o motivo da implicância fosse o fato do próprio "Rei" afirmar que não tinha "sorte" em Copas do Mundo. Isso teria feito com que Zagallo o colocasse na reserva num jogo treino, vestindo-o com a camisa 13. E talvez fosse essa a intenção para a Copa, mas, felizmente para os fãs do esporte, Pelé jogou mesmo com a 10 e o Brasil foi campeão.

Copa de 74: Depois de uma fase de preparação com diversos jogos e desempenhos sofríveis da seleção, Zagallo cortaria por contusão Clodoaldo às vésperas da estréia, obrigando o jogador a fazer um jogo-teste quando se sabia que ele não estava recuperado, fato que acabou agravando a lesão.Anos depois, o ex-massagista Mário Américo acusou o técnico e o seu médico, o "sinistro" Dr. Lídio Toledo, de terem "cortado" Clodoaldo, mas mantido Jairzinho, que sofreria de uma lesão ainda mais grave. De fato, Jairzinho, que na Copa de 70 maravilhara a todos com seu vigor físico, em 74 não parou em pé e não mostrou nenhuma mobilidade, assim como também o seu companheiro de ataque, o alegre Caju. Após a derrota para os Países Baixos, Zagallo teria alegado que "não conhecia a Holanda", outra afirmação absurda pois o "time laranja" era a melhor seleção européia da época. Na verdade, o que se viu depois era o "pouco caso" que o treinador fazia com os adversários, pois dizia que "eram eles que tinham que se preocupar com o Brasil". Preferia passar todo seu tempo livre jogando cartas na concentração. Em 74 o "convocado para o banco" foi Ademir da Guia, que só jogou a última partida e mesmo assim foi substituído no intervalo, sem que se saiba bem o motivo. O jogador contou que só soube que iria entrar no dia do jogo após o almoço, o que o prejudicou pois teria consumido uma refeição mais "pesada".

Copa de 94: Agora como supervisor, teria influenciado o treinador Carlos Alberto Parreira a não convocar Romário nas eliminatórias, pois nunca aceitara o estilo "bad boy" do atleta. O Brasil sofreria a campanha toda com a forma física inadequada de Careca, e somente quando ele praticamente se recusou a jogar é que Zagallo teria cedido e concordado em convocar o "baixinho", no último jogo da Eliminatória. Romário mostrou porque veio, marcou 2 gols e foi o principal jogador da Copa de 94, com o Brasil campeão.

Olimpíada de 1996: alçado novamente ao cargo de treinador, se recusou a levar Romário, preferindo em seu lugar o "bom moço" Bebeto, que seria melhor influência para os jovens jogadores. O craque de 94 teve um fraco desempenho e ficou com a imagem arranhada ao ser apelidado de "chorão", pois passou todos os jogos imobilizado no ataque e implorando para que Ronaldo Nazário, o maior jogador do Brasil na época e que corria o campo todo, lhe passasse a bola para que fizesse os gols. O Brasil perdeu a competição de forma vexatória ao ser eliminado pela Nigéria com o "gol de ouro", após estar vencedo por 3x1 e deixar o time africano virar o placar para 4x3. Zagallo conseguiu permanecer no cargo para a Copa de 98, ao vencer a Copa América de 97 na Bolívia e ter proferido outra de suas célebres frases: "Vocês vão ter que me engolir!".

Copa de 98: cortou Romário por contusão muscular antes da estréia, atendendo a opinião do supervisor Zico, mesmo com a possibilidade de o jogador se recuperar para a segunda fase da copa do mundo. Já havia surpreendido ao convocar Giovanni e dizer que o mesmo seria titular, quando o jogador do Barcelona havia sido praticamente descartado na fase de amistosos. Porém, ficou claro que era mais um "convocado do banco", ao ser substituido nos intervalos dos jogos preparatórios. Zagallo acabou optando por Leonardo, que impovisou como meia-esquerda e que foi um fracasso. O jogador era outro dos "bons-moços" do treinador, que o impressionara pela sua inteligência e por servir como seu intérprete nas entrevistas, uma vez que era fluente em várias línguas. Zagallo acatou a liberação do dr. Lídio Toledo e colocou Ronaldo como titular na final com a França, mesmo o jogador tendo passado possivelmente por uma crise convulsiva na véspera do jogo. Até hoje o médico não explicou o que de fato aconteceu com o craque, suspeitando-se que o teria submetido a grandes riscos de saúde. Foi mais uma decisão polêmica, pois o jogador esteve sonolento durante toda a partida e o Brasil perdeu por 3x0.

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