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VI Copa do Mundo da FIFA - 1958
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Local: Suécia
Participantes: 16
Eliminatórias: 55
Período de Disputa: De 8 a 29 de Junho de 1958.
Campeão: Brasil
Artilheiro: Just Fontaine (França): 13 gols.

 
A Copa do Mundo de 1958 foi a sexta Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 51 países participaram das eliminatórias. Um torneio marcante em muitos aspectos, a Copa da Suécia viu entre outras coisas a estréia de Pelé, treze gols marcados pelo artilheiro francês Just Fontaine, e a primeira conquista do Brasil, o que representa a primeira e única vez que um time sul-americano levantou a taça em solo europeu. Os grandes favoritos ao título eram os ingleses, os soviéticos, franceses e alemães. O Brasil, depois do vice em 50 e da fraca campanha em 54 era visto com desconfianças. A Hungria, de protagonista em 54 chegava como mera coadjuvante em 58, sem seus principais craques pouco podia fazer na copa.

Esta Copa do Mundo viu a inscrição e classificação da União Soviética pela primeira vez, e a classificação de todas as nações constituintes do Reino Unido: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, com os norte-irlandeses ainda conseguindo a façanha de eliminar a Itália pela primeira (e única) vez na história da competição.

Além das Eliminatórias européias, o País de Gales, que terminou em segundo atrás da Tchecoslováquia, jogou uma repescagem contra Israel depois que os israelenses venceram seu grupo sem precisar jogar devido às desistências de Turquia, Indonésia e Sudão. A FIFA determinou que nenhuma equipe se classificaria para a Copa sem jogar pelo menos uma partida pois muitos times se classificaram em Copas anteriores só por causa da desistência de outros. Gales venceu a repescagem e se classificou.

Em 8 de fevereiro, Lennart Hyland e Sven Jerring apresentaram os resultados do sorteio onde as equipes classificadas foram divididas em quatro grupos.

O formato da competição mudou comparado ao da Copa anterior: 16 times ainda competiam em quatro grupos de quatro equipes, mas desta vez todos enfrentavam todos pelo menos uma vez, sem tempo extra em caso de empate. No lugar disso, se o segundo e terceiro colocados empatassem em número de pontos, haveria um jogo desempate do qual o vencedor seguiria adiante. Se o desempate ficasse empatado, então a regra de goal average dos jogos do grupo seria utilizada para determinar o classificado. Se ainda assim persistisse a igualdade, haveria sorteio. Se os dois primeiros colocados da chave terminassem empatados, goal average seria utilizado para definir o primeiro e o segundo. Este regulamento não havia sido concluído até o início da comeptição e continuou sendo debatido no meio do certame.

No Grupo 1 a Alemanha Ocidental ficou em primeiro lugar. A Irlanda do Norte surpreendeu o mundo ao ficar com a segunda vaga após derrotar a Tchecoslováquia no jogo desempate. A Tchecoslováquia aplicou na Argentina uma super goleada por 6 a 1 e os portenhos foram recebidos em casa com uma chuva de pedras e moedas.

No Grupo 2 o destaque foi a França. Com craques como Fontaine e Kopa o time goleou o Paraguai por 7 a 3 e venceu a Escócia por 2 a 1. Com um saldo tão bom a derrota para a Iugoslávia na segunda rodada não fez diferença. Os iugoslavos ficaram com a segunda vaga.

No Grupo 3 a Suécia, dona da casa, passeou. Gales ficou em segundo. Assim esta foi a única copa até hoje em que as quatro seleções britânicas participaram juntas (Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales e Inglaterra), só a Inglaterra e a Escócia não se classificaram para as Quartas.

No Grupo 4 Brasil, Inglaterra, Áustria e URSS decidiriam 2 vagas. O Brasil estreou bem com 3 a 0 na Áustria. Após o empate em 0 a 0 contra o English Team, os jogadores se reuniram com o treinador, Vicente Feola, e pediram a entrada de Mané Garrincha e Pelé no time. O pedido deu resultado: Brasil 2-0 URSS, com grande atuação de Garrincha contra seu marcador. A URSS ficou com a outra vaga ao vencer a Inglaterra por 1 a 0 no jogo desempate.

Nas Quartas o Brasil enfrentou a forte defesa do País de Gales. Nesta partida Pelé brilhou. Ele aplicou um drible curtíssimo em seu marcador ("chapéu") e girou de primeira. A França encarou a Irlanda do Norte em partida de grande atuação de Just Fontaine, que marcou dois dos quatro gols da vitória dos Bleus. Helmut Rahn marcou o único gol da partida entre alemães e iugoslavos, colocando os germânicos nas semis. Os donos da casa bateram os soviéticos por 2 tentos a 0.

Nas semifinais a Suécia continuou sua escalada ao derrotar a Alemanha Ocidental por 3 a 1 num jogo conturbado, onde os megafones do estádio engrossavam o coro da torcida. Provocações aprendidas pelos suecos no futebol italiano fizeram com que o alemão Erich Juskowiak fizesse uma falta violenta e fosse expulso. O capitão alemão Fritz Walter sofreu uma contusão que encerraria sua carreira após uma falta, e como substituições só puderam ser feitas após a Copa de 1970, o time alemão ficou com dois jogadores a menos.

Na outra partida, um grande duelo. A melhor defesa (Brasil) contra o melhor ataque (França). O Brasil faz uma exibição brilhante, com Pelé, Garrincha e Didi em um grande dia. Ainda que os franceses tivessem saído na frente, grandes atuações do time brasileiro se refletiram no resultado: 5 a 2 Brasil. A França arrasa a Alemanha pelo terceiro lugar em um 6 a 3 histórico com quatro gols de Just Fontaine. Fontaine terminou a Copa com 13 gols e até hoje é o artilheiro com maior número de gols dentro de uma Copa do Mundo.

A final seria disputada no Estádio Råsunda entre Brasil e Suécia em frente a um público de 50.000. O Brasil perde o sorteio e joga de azul, ambos os times tinham o uniforme nº 1 em amarelo. "Nós vamos vencer, vamos jogar com a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida" disse o dirigente da delegação brasileira Paulo Machado de Carvalho. Nem o gol sueco que inaugurou o placar abalou a equipe. Didi, o príncipe etíope, certamemte uma das peças mais importantes do time brasileiro, pegou a bola e foi calmamente andando com ela debaixo dos braços, lembrando à todos de que o Botafogo tinha dado uma goleada na Suécia e não ia ser a seleção brasileira que ia perder deles. Resultado: uma partida excepcional que mesmo com a derrota por 5 a 2 em casa, a torcida sueca aplaudiu de pé os campeões do mundo. Pelé, Vavá, Zito, Mazzolla, Garrincha, Didi, Gilmar, Zagallo entre outros. Assim o Brasil sagrava-se pela primeira vez campeão mundial de futebol.

Eliminatórias

Fase Final

Artilheiro: Just Fontaine (França): 13 gols.

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